Depoimentos Carinhosos

Carta aos anjos

Aracaju, 17 de junho de 2010

Recebemos alta há um mês e eu sentia que faltava alguma coisa. Quando levei Marina de volta à clínica para tomar a vacina BCG, enquanto Zenilda a aplicava li os depoimentos na parede e percebi o que estava faltando: documentar o meu agradecimento a todos os profissionais que contribuíram de alguma forma para que eu pudesse levar a minha filha sã e salva para casa.

Minha gravidez foi planejada, aguardada, desejada, almejada, celebrada, cuidada e interrompida. Foram muitas notícias tristes, a bisavó de Marina faleceu repentinamente e daí a pré-eclampsia se manifestou.

A minha incrível obstetra Drª France ganhou alguns dias cruciais até fazer o meu parto três dias depois da internação. Tive medo, muito medo. Um medo tão grande e avassalador que me impedia de olhar para a minha filha. Foi nesse momento de tristeza que conheci Drª Carline, ela foi ao meu quarto, descreveu em um breve resumo como seria difícil, deixou bem claro que por ser difícil não era impossível e esclareceu como o contato comigo era importante para a recuperação de Marina. Ela me trouxe esperança e em seguida tomei um choque, pois naquele momento vi claramente como eu fui ingrata, pois Deus me deu a oportunidade de ter minha filha comigo e eu não aproveitei ou sequer agradeci.

Lembro do momento em que senti necessidade de ficar com minha cria, foi no quarto dia após o parto quando consegui tirar leite materno pela primeira vez. A enfermeira que cuidava de Marina naquele dia era Suzi, quando viu que eu tinha tirado uns 5ml de leite exclamou: Minha pequena vai tomar leite materno!!!!. Soou com tanto carinho e felicidade, que imediatamente senti a necessidade de ter aquela alegria para mim.

Nos primeiros dias eu não dormia e chorava repetidamente, a necessidade de tê-la comigo me corroia por dentro. Sonhava que lhe faltava o ar, eram pesadelos horríveis. Só consegui dormir depois que passei a conhecer a equipe e perceber que todos, sem exceção, eram apaixonados pelo trabalho que realizavam. Fiz questão de ter um contato intenso com toda a equipe porque conhecê-los trouxe conforto e força para enfrentar a dura jornada diária.

Aprendi com Drª Patricia como o pensamento positivo ajuda no tratamento, me ajudou a manter a calma com fé na recuperação. Passei a ver apenas as coisas boas, encarei as intercorrências como obstáculos que seriam vencidos.

Certa vez Zenilda questionou-me: Por que você não liga a noite? Fique a vontade, se sentir preocupação pode ligar. Nesse momento percebi como confiava naquela equipe, me sentia tranqüila por ter a certeza de que meu tesouro estava sendo guardado com zelo.

Durante os 59 dias de internação liguei apenas quatro vezes.

Quero expor nesta carta a minha gratidão a todos os anjos que cuidaram da minha jóia.

Muito obrigada!!!!!

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